Fixa de Leitura do Livro Sintaxe da Comunicação Visual.


Livro: Sintaxe da Comunicação Visual.
Autora: Donis A. Dondis.
Disciplina: Comunicação Visual.
Aluna: Marina Klima

O livro Sintaxe da Comunicação Visual de Donis A. Dondis é um livro que tem como tema principal a comunicação visual.
O livro aborda assuntos como o Alfabetismo Visual que nos questiona “Quantos de nós vêem?”, é muito interessante se analisarmos essa colocação pois muitas vezes não percebemos muitas das coisas que nos rodeiam, muitas vezes estamos assistindo alguma coisa importante ao vivo, é a preferência da maioria das pessoas ver do que apenas ler, ou ouvir dos outros.
A experiência visual é fundamental para o aprendizado das pessoas, para que conheçam o meio onde vivem e reagia a ele
A autora cita (pg. 14) que “criamos uma coisa que nunca vimos antes”. Ela quer dizer, que quando não vimos algo, apenas lemos, ou ouvimos fatos criamos a imagem em nossa mente como estivéssemos vendo o acontecido, isso acontece muitas vezes sem percebemos, involuntariamente, isso mostra o quanto visão é um dos sentidos mais importantes para o entendimento dos fatos.
No capítulo 3 (pg. 23), a autora comenta sobre os elementos básicos da comunicação como o ponto que é onde toda forma começa, a linha que é considerada o articulador fluido e incansável da forma, a forma que representa as formas básicas como o círculo, o triângulo e o quadrado, juntamente com todas as suas infinitas variações, a direção, que é o impulso de movimento que reflete o caráter das formas básicas, que pode ser tanto circulares, diagonais, ou perpendiculares, o tom que é a presença, ou ausência de luz através do modo em que enxergamos,  a cor que é considerada o meio visual mais expressivo e emocional, a textura, óptica ou tátil, que é o caráter da superfície dos materiais visuais, a escala ou a proporção, que é a medida e o tamanho das formas, a dimensão e o movimento, que são ambos implícitos e expressos com a mesma freqüência, e é a partir desses elementos visuais que formamos ambientes, variedades, objetos e experiências.
Em seguida, no capítulo 4 (pg. 84), trata sobre a Anatomia da Mensagem Visual. Trata-se dos níveis de expressão e recepção das mensagens visuais: o representacional, o abstrato e o simbólico, e a interação entre os três níveis.
Já no capítulo 5, “A dinâmica do contraste” (pg. 108), a autora cita que “No processo de articulação visual, o contraste é uma força vital para a criação de um todo coerente” O contraste na verdade ele chama a atenção na hora em que fizermos alguma arte, ele é um instrumento de expressão e muitas vezes simplifica a comunicação , nos mostra também (pg. 124) o contraste de tom que juntamente com o tom, a claridade ou a obscuridade relativas de um campo estabelecem a intensidade do contraste. Já no contraste de cor “o tom supera a cor em nossa relação com o meio ambiente, sendo que é muito importante a cor na criação do contraste”. No contraste da forma (pg. 126) “ A necessidade que todo sistema perspectivo do ser humano tem de nivelar, de atingir um equilíbrio absoluto, e o fechamento visual é a tendência contra a qual o contraste desencadeia uma ação neutralizante.” No contraste de escala (pg. 127), “A distorção da escala, pode chocar o olho ao manipular á força a proporção dos objetos e contradizer tudo aquilo que esperamos ver”.          
No capítulo 6 “Técnicas visuais: Estratégias de comunicação” (pg. 131), trazem dezenove pares conceituais como: Equilíbrio e Instabilidade (pg. 141), que afirma que “No contraste, o equilíbrio é o elemento mais importante das técnicas visuais.” E neste caso a importância é fundamental para o funcionamento da percepção humana. O equilíbrio “é um estratégia de design em que existe um centro de suspensão a meio caminho entre dois pesos.” Já a instabilidade é a “ausência de equilíbrio, uma formulação visual extremamente inquietante e provocadora.” A simetria e Assimetria (pg. 142), afirma que a simetria é o “equilíbrio axial” o seja é a formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é repetida do outro lado. Já a assimetria é vista como um “equilíbrio precário”. A regularidade e a Irregularidade (pg. 143), “A regularidade no design constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos” e o desenvolvimento de uma ordem baseada em alguma princípio ou método constante e invariável. Já a Irregularidade é o seu oposto. A Simplicidade e a Complexidade, (pg. 144). A simplicidade “é uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias, e complexidade significa seu oposto. Na Unidade e a Fragmentação (pg. 145),“ A unidade e a fragmentação, são parecidas com a simplicidade e a complexidade” afirma a autora, pois envolvem estratégias de design que conservam o mesmo parentesco. A Economia e a Profusão (pg. 146) diz que “A economia é uma organização visual parcimoniosa e sensata em sai utilização dos elementos.”  E já a profusão “é carregada em direção a acréscimos infinitamente detalhados a um design básico.” A minimização e o Exagero (pg. 147) cita os elementos afirmando que a maximização e o exagero são os “equivalentes intelectuais da polaridade economia-profusão.” E são parecidos, mesmo tendo um contexto diferente. A Previsibilidade e A Espontaneidade (pg. 148), mostra a diferença entre estes, e cita que a previsibilidade sugere, alguma ordem ou plano extremamente convencional, seja através de experiência, da observação o da razão. Já a espontaneidade se caracteriza por uma “falta aparente de planejamento.” É uma técnica emocionante, impulsiva, e livre. A atividade e a Estase (pg. 149), A Sutileza e a Ousada (pg. 150), a sutileza se identifica como uma técnica que é feita para estabelecer uma distinção apurada que fugisse de tudo que é óbvio, firme de propósito. E a ousadia é o inverso da sutileza que se identifica por sua própria natureza uma técnica visual óbvia. A naturalidade e a ênfase (pg. 151), são opostos, a neutralidade se dá a uma arte menos provocadora, já a ênfase se dá por muito pouca naturalidade, e ênfase realça apenas uma coisa em um fundo que predomina a uniformidade. A Transparência e a Opacidade (pg. 152), afirma a autora que se “definem-se em meio físicos, como por exemplo, a primeira envolve detalhes visuais através dos quais se pode ver, a segunda é exatamente o contrário.” A Estabilidade e a Variação (pg. 153), expões que a “estabilidade é a técnica que expressa compatibilidade visual, e denomina uma abordagem temática coerente”. E a variação seu oposto. A exatidão e a Distorção (pg. 154), a exatidão é “a técnica natural da câmera , a opção do artista.” Afirma a autora, e a distorção “Adultera o realismo.” A Planura e a Profundidade (pg. 155), “ São técnicas basicamente regidas pelo uso ou pela ausência de perspectiva.”, diz a autora, é quando são reduzidas a informação através de imitações de efeitos de luz e sombra. A Singularidade e a Justaposição (pg. 156), “A singularidade foca em uma composição, um tema isolado e independente.” E a justaposição “Exprime a interação de estímulos visuais.” A seqüencialidade e o Acaso (pg.157) No design a seqüencialidade na “resposta compositiva a um projeto de representação que se dispõe numa ordem lógica. E uma técnica casual deve sugerir a “ausência de planejamento.” A Agudeza e a Difusão (pg.158), são vistas como, que a agudeza está extremamente ligada á clareza da expressão visual. E a difusão é mais suave, e preocupa-se mais com a criação do que com a precisão. E a Repetição e a Episodicidade (pg. 159), se diferenciam pelo fato de que a repetição “corresponde ás conexões visuais interruptas que têm importância especial em qualquer manifestação visual unificada.” E a Episodicidade “são técnicas que indicam, na expressão visual, a desconexão .”
No capítulo 7 “ A Síntese do Estilo Visual” (pg. 161), apresenta a noção de cinco grandes grupos, como o Estilo (pg. 161), afirma a autora que o estilo é a “síntese visual de elementos técnica, sintaxe, inspiração, expressão e finalidade básica.”, o estilo é um elemento que influencia a expressão artística. O Primitivismo (pg. 167), O Expressionismo (pg. 171), onde afirma a  autora que o expressionismo é inteiramente ligado ao estilo primitivo, o expressionismo, uso o exagero proposital, é um estilo que busca provocar emoções. Suas técnicas são: o exagero, espontaneidade, atividade, complexidade, rotundidade, ousadia, variação, distorção, irregularidade, justaposição, verticalidade. O Classicismo (pg. 173), neste caso a autora também faz um ela, e diz que o classicismo possui o caráter emocional do expressionismo,  e cria um contraste direto com a racionalidade. Nas suas técnicas compõe-se; harmonia, simplicidade, exatidão, simetria, agudeza, monocromatismo, profundidade, estabilidade, estase, unidade. O Estilo Ornamental (pg. 176) enfatiza a “atenuação dos ângulos agudos com técnicas visuais discursivas que resultam em efeitos cálidos e elegantes.” Suas técnicas são de: complexidade, profusão, exagero, rotundidade, ousadia, fragmentação, variação, colorismo, atividade e brilho. E a Funcionalidade (pg. 178), “ela é antiga tão quão o primeiro recipiente para água criado pelo homem”, cita a autora. Suas técnicas são: a simplicidade, a simetria, angularidade, previsibilidade, estabilidade, seqüencialidade, unidade, repetição, economia, sutileza, planura, regularidade, agudeza, mono cromatismo e mecanicidade.
O Capítulo 8 “As artes visuais: Função e mensagem” (pg. 183). Nos mostra alguns aspectos universais da comunicação visual e traz seções dedicadas a cada uma das principais artes visuais, como: A Escultura (pg. 189), a escultura é construída com materiais sólidos e existe três dimensões, a maioria das outras formas de arte visual sugere as três dimensões, ela pode ser lida, tocada e compreendida pelos cegos. A Arquitetura (pg. 194), é partilhada com a escultura a característica das dimensões. O elemento fundamental do planejamento de sua expressão é a linha. A Pintura (pg. 197), é “quando usamos atualmente a denominação belas-artes.”, que começou dês dos tempos pré-históricos quando criavam imagens, desenhadas ou pintada em paredes, e com o passar do tempo chegou ao cenário de arte contemporânea.
A Ilustração (pg. 203), é vista geralmente em livros, revistas, que muitas vezes tem como tema a ficção e a fantasia. A ilustração trata-se de levar uma informação visual a um determinado público. O Design Gráfico (pg. 205), aborda o campo das artes gráficas, serve para fazer capas de livros, folhetos, cartazes, embalagens, etc. São mensagens impressas que chegaram até nós.
O Artesanato (pg. 210), “Hoje em dia, os artesãos comuns ocupam um lugar especial e esotérico em nossa sociedade” cita a autora, o que antigamente era produzido á mão pelos artesãos, hoje não é mais necessário, pois as máquinas tomaram este espaço transformando a produção mais rápida e com mais barata. Existem vários tipos de artesanato, os feitos de cerâmica, tecelagem, e muitas variedades de trabalho em metal e madeira. O Desenho Industrial (pg. 211), cita a autora que “os designers industriais são os artesãos dos tempos modernos”, esses são desenhos de automóveis, móveis, roupas, ferramentas, equipamentos domésticos, etc. São desenhados, estes, para depois serem produzidos de acordo. A Fotografia (pg. 213), “Para as artes visuais, o desenvolvimento da fotografia representou uma total revolução cita-se. Ela não só serve como a comprovação de fatos, que realmente aconteceram, uma profissão, que abrange vários campos, mas como também pode ser usada, como uma forma de registrar momentos com a família, viagens, etc. A fotografia é denominada pelo elemento visual em que interatuam, o tom, e a cor, e muitas vezes, a forma a textura e a escala, além de tudo ela tem forte poder de persuasão. O Cinema (pg. 217), o cinema pode transmitir informações com grande realismo, nele se reproduz som, a cor, imagens com movimentos, etc. A Televisão (pg. 220), é um meio de comunicação de massa, onde é reproduzidas mensagens para grupos de pessoas, por este meio é que são passadas, as informações, as notícias com imagens obtidas, que fazem com que as pessoas acreditem mais no acontecido.
Por fim, depois de todas as lições, a autora fecha o livro com um capítulo “Alfabetismo Visual: Como e Por Que” que a autora finaliza então, citando pontos importantes como que “O mundo não atingiu um alto grau de alfabetismo visual com rapidez e facilidade.” E nos pergunta novamente “Quantos de nós vêem? E afirma que todos, exceto os cegos.

Cartaz Analizado e Refeito


Análise do cartaz com relação ao sistema PARC e os 12 elementos para que as mensagens sejam eficazes.

·         contraste: as duas metades estão contrastando e gerando conflito. O tom bege e o cinza não combinaram...
·         alinhamento: o texto de apoio não está devidamente alinhado.
·         Sem a devida explicação do cartaz, não entende-se o que é “Amó” nem a qual produto se refere.

·         ALCANCE: não é possível identificar de forma clara para qual o público este anúncio se destina.
·         FORÇA: não há uma definição clara do que deve chamar a atenção. Por certo, deveria ser a imagem completada pelo texto, mas ficou mais chamativa a parte cinza.
·         FORMA E CONTEÚDO: não consegue-se fazer uma associação da frase com a imagem.
·         TIPOGRAFIA: o uso da caixa alta não combina com a delicadeza a que o anúncio se propõe. A fonte parece “despojada” demais para a ideia.
·         TEMPO: é uma mensagem simples e de fácil leitura (apreendê-la facilmente), porém tem informações de menos. O objetivo não foi alcançado.
·         PERCEPTÍVEL: a mensagem deve ser pensada especialmente para o público feminino. Se o público alvo não a compreender, dificilmente atenderá outros públicos que não aquele.
·         CÓDIGO: não ficou claro que é para um público feminino, mais expecificamente para as mães (dia das mães).
·         HIERARQUIA: é necessário ligar a mensagem à imagem, pois assim só se entende se for explicado. Reavaliar a posição da imagem e da frase para clarear o sentido.
·         FAMILIARIDADE: alterar o dizer, para ligar / aproximar mais facilmente o conteúdo à imagem. Ambos estão pouco distantes.
·         CONGRUÊNCIA: deixar clara a intenção de ser uma propaganda para o dia das mães, está confusa. Necessita de maior coerência.
·         APRESENTAÇÃO: necessita de melhor apresentação, tanto na alteração de cores, para tornar a apresentação mais alegre, chamativa e carregada de emoção, quanto de aproximar a marca da imagem escolhida, para que as duas de relacionem.
·         INTEGRIDADE: precisamos melhor a conexão entre imagem e mensagem, para que a compreensão seja simples e possamos, por fim, passar a informação desejada.
·         CREDIBILIDADE: aumentar a intensidade da frase, sem perder o sentido principal, e alterar as cores para impactar mais. Jogar com a emoção para atingir o público-alvo.
·         EXCITABILIDADE: Ampliar os valores da mensagem e da imagem, estimular a emoção do público, para isso jogar mais com as cores, para que captem a atenção de quem vê a publicidade. Conectar o significado da imagem à mensagem.

Campanha Publicitária que contém Mensagem Subliminar




 

Ilusões de Movimento.




Ilusões Subliminares e Ótica


As pessoas nadando a baixo estão formando imagens de rostos.


  


A imagem abaixo, que aparenta serem dois idosos, podemos perceber que a cabeça destes é uma porta. A orelha do idoso é uma porta, ao fundo podemos enxergar uma pessoa saindo dela. Suas faces são representadas por um homem com chapéu tocando violão e uma mulher carregando algo em cima da cabeça.






 
Eleita a melhor ilusão de óptica de 2007. As duas fotos são idênticas, apesar de parecer que a da direita está mais inclinada.





 
As rochas, dão a impressão de ser um cavalo deitado.




 
 

Percepção e Realidade.


Do ponto de vista psicológico ou cognitivo, a percepção envolve os processos mentais, a memória e outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos. As pessoas cegas são pessoas que convivem muito com a percepção. Pois estas precisam decorar lugares através de formas, que sua própria mente cria, e também através do tato.  Nossa percepção não identifica o mundo exterior como ele é na realidade, e sim como as transformações, efetuadas pelos nossos órgãos dos sentidos, nos permitem reconhecê-lo. Assim é que transformamos fótons em imagens, vibrações em sons e ruídos e reações químicas em cheiros e gostos específicos. Na verdade, o universo é incolor, inodoro, insípido e silencioso.
A percepção é um dos campos mais antigos dos processos fisiológicos e cognitivos envolvidos. Os primeiros a estudar com profundidade a percepção foram Hermann von Helmholtz, Gustav Theodor Fechner e Ernst Heinrich Weber, A Lei de Weber-Fechner é uma das mais antigas relações quantitativas da psicologia experimental e quantifica a relação entre a magnitude do estímulo físico (mensurável por instrumentos) e o seu efeito percebido (relatado). Mais adiante Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em Leipzig em 1879.
Na filosofia, a percepção e seu efeito no conhecimento e aquisição de informações do mundo é objeto de estudo da filosofia do conhecimento ou epistemologia. Em geral a percepção visual foi base para diversas teorias científicas ou filosóficas. Newton e Goethe estudaram a percepção de cores e algumas escolas, como a Gestalt, surgida no Século XIX e escolas mais recentes, como a fenomenologia e o existencialismo baseiam toda a sua teoria na percepção do mundo.
Para a psicologia a percepção é o processo ou resultado de se tornar consciente de objetos, relacionamentos e eventos por meio dos sentidos, que inclui atividades como reconhecer, observar e discriminar. Essas A percepção para a psicologia é uma a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas. A percepção pode ser estudada do ponto de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos.
atividades permitem que os organismos se organizem e interpretem os estímulos recebidos em conhecimento significativo.
A percepção de figura-fundo é a capacidade de distinguir adequadamente objeto e fundo em uma apresentação do campo visual. Um enfraquecimento nessa capacidade pode prejudicar seriamente a capacidade de aprender de uma criança.
Na psicologia, o estudo da percepção é de extrema importância porque o comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não na realidade em si. Por este motivo, a percepção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspectos que têm especial importância para si própria.
Muitos psicólogos cognitivos e filósofos de diversas escolas, sustentam a tese de que, ao transitar pelo mundo, as pessoas criam um modelo mental de como o mundo funciona (paradigma. Ou seja, elas sentem o mundo real, mas o mapa sensorial que isso provoca na mente é provisório, da mesma forma que uma hipótese científica é provisória até ser comprovada ou refutada ou novas informações serem acrescentadas ao modelo.
À medida que adquirimos novas informações, nossa percepção se altera. Diversos experimentos com percepção visual demonstram que é possível notar a mudança na percepção ao adquirir novas informações. As ilusões de óptica e alguns jogos, como o dos sete erros se baseiam nesse fato. Algumas imagens ambíguas são exemplares ao permitir ver objetos diferentes de acordo com a interpretação que se faz. Em uma "imagem mutável", não é o estímulo visual que muda, mas apenas a interpretação que se faz desse estímulo.
Assim como um objeto pode dar margem a múltiplas percepções, também pode ocorrer de um objeto não gerar percepção nenhuma: Se o objeto percebido não tem embasamento na realidade de uma pessoa, ela pode, literalmente, não percebê-lo. Os primeiros relatos dos colonizadores da América relataram que os índios da América Central não viram a frota naval dos colonizadores que se aproximavam em sua primeira chegada. Como os navios não faziam parte da realidade desses povos, eles simplesmente não eram capazes de percebê-los no horizonte e eles se misturavam à paisagem sem que isso fosse interpretado como uma informação a considerar. Somente quando as frotas estavam mais próximas é que passaram a ser visíveis. Qualquer pessoa nos dias atuais, de pé em uma praia espera encontrar barcos no mar. Eles se tornam, portanto, imediatamente visíveis, mesmo que sejam apenas pontos no horizonte.
Passa-se a considerar cada vez mais a importância da pessoa que percebe, durante o ato da percepção. A presença e a condição do observador modificam o fenômeno.
As percepções são normais se realmente correspondem àquilo que o observando vê, ouve e sente. Contudo, podem ser deficientes, se houver ilusões dos sentidos ou mesmo alucinações. Esta ambigüidade da percepção é explorada em tecnologias humanas como a camuflagem, mas também no mimetismo apresentado em diversas espécies animais e vegetais, como algumas borboletas que apresentam desenhos que se assemelham a olhos de pássaros, que assustam os predadores potenciais. Algumas flores também possuem seus órgãos sexuais em formatos atraentes para os insetos polinizadores.
Teorias cognitivas da percepção assumem que há uma pobreza de estímulos. Isto significa (em referência à percepção) que as sensações, sozinhas, não são capazes de prover uma descrição única do mundo. As sensações necessitam de enriquecimento, que é papel do modelo mental.
A Percepção visual é a percepção de raios luminosos pelo sistema visual. Esta é a forma de percepção mais estudada pela psicologia da percepção. A maioria dos princípios gerais da percepção foram desenvolvidos a partir de teorias especificamente elaboradas para a percepção visual. Todos os princípios da percepção citados acima, embora possam ser extrapolados a outras formas de percepção, fazem muito mais sentido em relação à percepção visual. Por exemplo, o princípio do fechamento melhor compreendido em relação a imagens do que a outras formas de percepção.
A percepção visual compreende, entre várias coisas como percepção de formas, percepção espacial, de cores, intensidades luminosas, e movimentos. 



 

Percepção auditiva é a percepção de sons pelos ouvidos. A psicologia, a acústica e a psicoacústica estudam a forma como percebemos os fenômenos sonoros. Uma aplicação particularmente importante da percepção auditiva é a música. Os princípios gerais da percepção estão presentes na música. Em geral, ela possui estruturação, boa-forma, figura e fundo e os gêneros e formas musicais permitem estabelecer uma constância perceptiva.

Entre os fatores considerados no estudo da percepção auditiva estão a percepção de timbres, de alturas ou freqüências, da intensidade sonora ou volume, na rítmica e da espacial, que permite distinguir o local de origem de um som.



 
A percepção olfactiva é a percepção de odores pelo nariz. Este sentido é relativamente tênue nos humanos, mas é importante para a alimentação. A memória olfactiva também tem uma grande importância afetiva. A perfumaria e a enologia são aplicações dos conhecimentos de percepção olfactiva. Entre outros fatores a percepção olfactiva engloba: Discriminação de odores, que estuda o que diferencia um odor de outros e o efeito de sua combinação, e alcance olfactivo.
Em alguns animais, como os cães, a percepção olfactiva é muito mais desenvolvida e tem uma capacidade de discriminação e alcance muito maior que nos humanos.


  
 


A percepção gustativa é o sentido de sabores pela língua. Importante para a alimentação. Embora seja um dos sentidos menos desenvolvidos nos humanos, o paladar é geralmente associado ao prazer e a sociedade contemporânea muitas vezes valoriza o paladar sobre os aspectos nutritivos dos alimentos. A arte culinária e a enologia são aplicações importantes da percepção gustativa. O principal fator desta modalidade de percepção é a discriminação de sabores.
  

 




A percepção do tátil é sentida pela pele em todo o corpo. Permite reconhecer a presença, forma e tamanho de objetos em contato com o corpo e também sua temperatura. Além disso o tato é importante para o posicionamento do corpo e a proteção física.
O tato não é distribuído uniformemente pelo corpo. Os dedos da mão possuem uma discriminação muito maior que as demais partes, enquanto algumas partes são mais sensíveis ao calor. O tato tem papel importante na afetividade e no sexo. Entre os fatores presentes na percepção tátil estão: Discriminação tátil, ou a capacidade de distinguir objetos de pequenos tamanhos, a percepção de calor, e a percepção da dor.


Para a moderna neurociência, o real conceito de percepção começou a brotar, quando Weber e Fechner descobriram que o sistema sensorial extrai quatro atributos básicos de um estímulo : modalidade, intensidade, tempo e localização, Hoje não mais se admite, como acontecia no passado, que o nosso universo perceptivo resulte do encontro entre um cérebro "ingênuo" e as propriedades físicas de um estímulo. Na verdade, as percepções diferem, qualitativamente, das características físicas do estímulo, porque o cérebro dele extrai uma informação e a interpreta em função de experiências anteriores com as quais ela se associe. Nós experimentamos ondas eletromagnéticas, não como ondas, mas como cores.
Experimentamos objetos vibrando, não como vibrações mas como sons. Experimentamos substâncias químicas dissolvidas em ar ou água , não como químicos, mas como cheiros e gostos específicos. Cores, tons, cheiros e gostos são construções da mente, à partir de experiências sensoriais. Eles não existem, como tais, fora do nosso cérebro. Na verdade, o universo é incolor, inodoro, insípido e silencioso.
Assim, já se pode responder a uma das questões tradicionais dos filósofos : Há som, quando uma árvore desaba numa floresta, se não tiver alguém para ouvir ? Não, a queda da árvore gera vibrações. O som só ocorre se elas forem percebidas por um ser vivo. As informações, oriundas do meio ambiente ou do próprio corpo, são captadas pelos sistemas sensoriais e o cérebro as utiliza para três funções: percepção, controle dos movimentos corporais e manutenção do estado de vigília.
O sistema sensorial começa a operar quando um estímulo via de regra ambiental é detectado por um neurônio sensitivo, o primeiro receptor sensorial. Este converte a expressão física do estímulo (luz, som, calor, pressão, paladar, cheiro) em potenciais de ação, que o transformam em sinais elétricos. Daí ele é conduzido a uma área de processamento primário, onde se elaboram as características iniciais da informação, cor, forma, distância, tonalidade, etc, de acordo com a natureza do estímulo original.
Em seguida, a informação, já elaborada, é transmitida aos centros de processamento secundário do tálamo. (se originada por estímulos olfativos, ela vai ser processada no bulbo olfatório e depois segue para a parte média do lobo temporal). Nos centros talámicos, à informação se incorporam outras, de origem límbica ou cortical, relacionadas com experiências passadas similares.
Finalmente, bem mais alterada, a informação é enviada ao seu centro cortical específico. A esse nível, a natureza e a importância do que foi detectado são determinados por um processo de identificação consciente a que denominamos percepção.
Percebemos o mundo ao redor, através dos nossos sistemas sensoriais. Cada sistema é nomeado de acordo com o tipo da informação : visão, audição, tato, paladar, olfato e gravidade. Esta última ligada à sensação de equilíbrio. Discretos receptores sensitivos, captam estímulos proprioceptivos, que indicam a posição do corpo e de suas partes, enquanto outros, que recebem estímulos denominados kinestésicos, são responsáveis pela monitorização dos movimentos, auxiliando - nos a andar, correr e realizar outras atividades cinéticas, segura e coordenadamente.
"Sensores", mais sutis, captam informações como temperatura, excitação sexual e volume sanguíneo. Cada um dos sistemas sensoriais também distingue as qualidades do sinal detectado. Assim é que percebemos a luz em termos de cor e brilho. Em um som, detectamos
tonalidade e altura. O paladar indica se o alimento é doce, amargo ou salgado. Receptores táteis permitem distinguir como as sensações atuam sobre a pele : por pressão contínua ou por vibração. Receptores especiais informam sobre a intensidade de cada estímulo, enquanto outros dizem de onde ele vem, quando começou e por quanto tempo persiste.
Ainda que dois seres humanos dividam a mesma arquitetura biológica e genética, talvez o que eu percebo como uma cor distinta e cheiro, não é exatamente igual à cor e cheiro que você percebe. Nós damos o mesmo nome a esta percepção, mas nós não sabemos como elas se relacionam à realidade do mundo externo. Talvez nunca saibamos.


Bibliografias.

www.cerebromente.org.br
www.wikipedia.org
Sintaxe da Linguagem Visual – Donis A. Dondis
Documentário Janela da Alma e Filme A primeira Vista.




 

Análise de Cartaz - Segundo Olhar.


127 horas, é um filme de aventura, com emoções, podemos observar pelo rosto do personagem, está com uma aparência de preocupação, cansaço. A figura do personagem, ocupa grande parte do cartaz

Espaço Geográfico
Ao fundo podemos encontrar paisagens, o título do filme está bem posicionado, pois podemos enxergar bem ao personagem, e ao título ao mesmo tempo.

As cores
Quanto ás cores, logo ao lado do cartaz, podemos ver, um tom de laranja que segue diretamente em direção ao personagem, que pode representar o sol forte que bate no personagem, dando a impressão de que ele está em um lugar quente, e deserto, na questão da cor branca do título do filme está ótimo, pois faz contraste com a cor ao fundo

Linguagem Simbólica
Podemos perceber que ao fundo, á rochas, montanhas, e parece ter também areia, pode se dizer, que o local ao fundo tem muito significado com a expressão do personagem, da impressão que ele passa por dificuldades, naquele local.