Livro: Sintaxe da Comunicação Visual.
Autora: Donis A. Dondis.
Disciplina: Comunicação Visual.
Aluna: Marina Klima
O livro Sintaxe da Comunicação Visual de Donis A. Dondis é um livro que tem como tema principal a comunicação visual.
O livro aborda assuntos como o Alfabetismo Visual que nos questiona “Quantos de nós vêem?”, é muito interessante se analisarmos essa colocação pois muitas vezes não percebemos muitas das coisas que nos rodeiam, muitas vezes estamos assistindo alguma coisa importante ao vivo, é a preferência da maioria das pessoas ver do que apenas ler, ou ouvir dos outros.
A experiência visual é fundamental para o aprendizado das pessoas, para que conheçam o meio onde vivem e reagia a ele
A autora cita (pg. 14) que “criamos uma coisa que nunca vimos antes”. Ela quer dizer, que quando não vimos algo, apenas lemos, ou ouvimos fatos criamos a imagem em nossa mente como estivéssemos vendo o acontecido, isso acontece muitas vezes sem percebemos, involuntariamente, isso mostra o quanto visão é um dos sentidos mais importantes para o entendimento dos fatos.
No capítulo 3 (pg. 23), a autora comenta sobre os elementos básicos da comunicação como o ponto que é onde toda forma começa, a linha que é considerada o articulador fluido e incansável da forma, a forma que representa as formas básicas como o círculo, o triângulo e o quadrado, juntamente com todas as suas infinitas variações, a direção, que é o impulso de movimento que reflete o caráter das formas básicas, que pode ser tanto circulares, diagonais, ou perpendiculares, o tom que é a presença, ou ausência de luz através do modo em que enxergamos, a cor que é considerada o meio visual mais expressivo e emocional, a textura, óptica ou tátil, que é o caráter da superfície dos materiais visuais, a escala ou a proporção, que é a medida e o tamanho das formas, a dimensão e o movimento, que são ambos implícitos e expressos com a mesma freqüência, e é a partir desses elementos visuais que formamos ambientes, variedades, objetos e experiências.
Em seguida, no capítulo 4 (pg. 84), trata sobre a Anatomia da Mensagem Visual. Trata-se dos níveis de expressão e recepção das mensagens visuais: o representacional, o abstrato e o simbólico, e a interação entre os três níveis.
Já no capítulo 5, “A dinâmica do contraste” (pg. 108), a autora cita que “No processo de articulação visual, o contraste é uma força vital para a criação de um todo coerente” O contraste na verdade ele chama a atenção na hora em que fizermos alguma arte, ele é um instrumento de expressão e muitas vezes simplifica a comunicação , nos mostra também (pg. 124) o contraste de tom que juntamente com o tom, a claridade ou a obscuridade relativas de um campo estabelecem a intensidade do contraste. Já no contraste de cor “o tom supera a cor em nossa relação com o meio ambiente, sendo que é muito importante a cor na criação do contraste”. No contraste da forma (pg. 126) “ A necessidade que todo sistema perspectivo do ser humano tem de nivelar, de atingir um equilíbrio absoluto, e o fechamento visual é a tendência contra a qual o contraste desencadeia uma ação neutralizante.” No contraste de escala (pg. 127), “A distorção da escala, pode chocar o olho ao manipular á força a proporção dos objetos e contradizer tudo aquilo que esperamos ver”.
No capítulo 6 “Técnicas visuais: Estratégias de comunicação” (pg. 131), trazem dezenove pares conceituais como: Equilíbrio e Instabilidade (pg. 141), que afirma que “No contraste, o equilíbrio é o elemento mais importante das técnicas visuais.” E neste caso a importância é fundamental para o funcionamento da percepção humana. O equilíbrio “é um estratégia de design em que existe um centro de suspensão a meio caminho entre dois pesos.” Já a instabilidade é a “ausência de equilíbrio, uma formulação visual extremamente inquietante e provocadora.” A simetria e Assimetria (pg. 142), afirma que a simetria é o “equilíbrio axial” o seja é a formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é repetida do outro lado. Já a assimetria é vista como um “equilíbrio precário”. A regularidade e a Irregularidade (pg. 143), “A regularidade no design constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos” e o desenvolvimento de uma ordem baseada em alguma princípio ou método constante e invariável. Já a Irregularidade é o seu oposto. A Simplicidade e a Complexidade, (pg. 144). A simplicidade “é uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias, e complexidade significa seu oposto. Na Unidade e a Fragmentação (pg. 145),“ A unidade e a fragmentação, são parecidas com a simplicidade e a complexidade” afirma a autora, pois envolvem estratégias de design que conservam o mesmo parentesco. A Economia e a Profusão (pg. 146) diz que “A economia é uma organização visual parcimoniosa e sensata em sai utilização dos elementos.” E já a profusão “é carregada em direção a acréscimos infinitamente detalhados a um design básico.” A minimização e o Exagero (pg. 147) cita os elementos afirmando que a maximização e o exagero são os “equivalentes intelectuais da polaridade economia-profusão.” E são parecidos, mesmo tendo um contexto diferente. A Previsibilidade e A Espontaneidade (pg. 148), mostra a diferença entre estes, e cita que a previsibilidade sugere, alguma ordem ou plano extremamente convencional, seja através de experiência, da observação o da razão. Já a espontaneidade se caracteriza por uma “falta aparente de planejamento.” É uma técnica emocionante, impulsiva, e livre. A atividade e a Estase (pg. 149), A Sutileza e a Ousada (pg. 150), a sutileza se identifica como uma técnica que é feita para estabelecer uma distinção apurada que fugisse de tudo que é óbvio, firme de propósito. E a ousadia é o inverso da sutileza que se identifica por sua própria natureza uma técnica visual óbvia. A naturalidade e a ênfase (pg. 151), são opostos, a neutralidade se dá a uma arte menos provocadora, já a ênfase se dá por muito pouca naturalidade, e ênfase realça apenas uma coisa em um fundo que predomina a uniformidade. A Transparência e a Opacidade (pg. 152), afirma a autora que se “definem-se em meio físicos, como por exemplo, a primeira envolve detalhes visuais através dos quais se pode ver, a segunda é exatamente o contrário.” A Estabilidade e a Variação (pg. 153), expões que a “estabilidade é a técnica que expressa compatibilidade visual, e denomina uma abordagem temática coerente”. E a variação seu oposto. A exatidão e a Distorção (pg. 154), a exatidão é “a técnica natural da câmera , a opção do artista.” Afirma a autora, e a distorção “Adultera o realismo.” A Planura e a Profundidade (pg. 155), “ São técnicas basicamente regidas pelo uso ou pela ausência de perspectiva.”, diz a autora, é quando são reduzidas a informação através de imitações de efeitos de luz e sombra. A Singularidade e a Justaposição (pg. 156), “A singularidade foca em uma composição, um tema isolado e independente.” E a justaposição “Exprime a interação de estímulos visuais.” A seqüencialidade e o Acaso (pg.157) No design a seqüencialidade na “resposta compositiva a um projeto de representação que se dispõe numa ordem lógica. E uma técnica casual deve sugerir a “ausência de planejamento.” A Agudeza e a Difusão (pg.158), são vistas como, que a agudeza está extremamente ligada á clareza da expressão visual. E a difusão é mais suave, e preocupa-se mais com a criação do que com a precisão. E a Repetição e a Episodicidade (pg. 159), se diferenciam pelo fato de que a repetição “corresponde ás conexões visuais interruptas que têm importância especial em qualquer manifestação visual unificada.” E a Episodicidade “são técnicas que indicam, na expressão visual, a desconexão .”
No capítulo 7 “ A Síntese do Estilo Visual” (pg. 161), apresenta a noção de cinco grandes grupos, como o Estilo (pg. 161), afirma a autora que o estilo é a “síntese visual de elementos técnica, sintaxe, inspiração, expressão e finalidade básica.”, o estilo é um elemento que influencia a expressão artística. O Primitivismo (pg. 167), O Expressionismo (pg. 171), onde afirma a autora que o expressionismo é inteiramente ligado ao estilo primitivo, o expressionismo, uso o exagero proposital, é um estilo que busca provocar emoções. Suas técnicas são: o exagero, espontaneidade, atividade, complexidade, rotundidade, ousadia, variação, distorção, irregularidade, justaposição, verticalidade. O Classicismo (pg. 173), neste caso a autora também faz um ela, e diz que o classicismo possui o caráter emocional do expressionismo, e cria um contraste direto com a racionalidade. Nas suas técnicas compõe-se; harmonia, simplicidade, exatidão, simetria, agudeza, monocromatismo, profundidade, estabilidade, estase, unidade. O Estilo Ornamental (pg. 176) enfatiza a “atenuação dos ângulos agudos com técnicas visuais discursivas que resultam em efeitos cálidos e elegantes.” Suas técnicas são de: complexidade, profusão, exagero, rotundidade, ousadia, fragmentação, variação, colorismo, atividade e brilho. E a Funcionalidade (pg. 178), “ela é antiga tão quão o primeiro recipiente para água criado pelo homem”, cita a autora. Suas técnicas são: a simplicidade, a simetria, angularidade, previsibilidade, estabilidade, seqüencialidade, unidade, repetição, economia, sutileza, planura, regularidade, agudeza, mono cromatismo e mecanicidade.
O Capítulo 8 “As artes visuais: Função e mensagem” (pg. 183). Nos mostra alguns aspectos universais da comunicação visual e traz seções dedicadas a cada uma das principais artes visuais, como: A Escultura (pg. 189), a escultura é construída com materiais sólidos e existe três dimensões, a maioria das outras formas de arte visual sugere as três dimensões, ela pode ser lida, tocada e compreendida pelos cegos. A Arquitetura (pg. 194), é partilhada com a escultura a característica das dimensões. O elemento fundamental do planejamento de sua expressão é a linha. A Pintura (pg. 197), é “quando usamos atualmente a denominação belas-artes.”, que começou dês dos tempos pré-históricos quando criavam imagens, desenhadas ou pintada em paredes, e com o passar do tempo chegou ao cenário de arte contemporânea.
A Ilustração (pg. 203), é vista geralmente em livros, revistas, que muitas vezes tem como tema a ficção e a fantasia. A ilustração trata-se de levar uma informação visual a um determinado público. O Design Gráfico (pg. 205), aborda o campo das artes gráficas, serve para fazer capas de livros, folhetos, cartazes, embalagens, etc. São mensagens impressas que chegaram até nós.
O Artesanato (pg. 210), “Hoje em dia, os artesãos comuns ocupam um lugar especial e esotérico em nossa sociedade” cita a autora, o que antigamente era produzido á mão pelos artesãos, hoje não é mais necessário, pois as máquinas tomaram este espaço transformando a produção mais rápida e com mais barata. Existem vários tipos de artesanato, os feitos de cerâmica, tecelagem, e muitas variedades de trabalho em metal e madeira. O Desenho Industrial (pg. 211), cita a autora que “os designers industriais são os artesãos dos tempos modernos”, esses são desenhos de automóveis, móveis, roupas, ferramentas, equipamentos domésticos, etc. São desenhados, estes, para depois serem produzidos de acordo. A Fotografia (pg. 213), “Para as artes visuais, o desenvolvimento da fotografia representou uma total revolução cita-se. Ela não só serve como a comprovação de fatos, que realmente aconteceram, uma profissão, que abrange vários campos, mas como também pode ser usada, como uma forma de registrar momentos com a família, viagens, etc. A fotografia é denominada pelo elemento visual em que interatuam, o tom, e a cor, e muitas vezes, a forma a textura e a escala, além de tudo ela tem forte poder de persuasão. O Cinema (pg. 217), o cinema pode transmitir informações com grande realismo, nele se reproduz som, a cor, imagens com movimentos, etc. A Televisão (pg. 220), é um meio de comunicação de massa, onde é reproduzidas mensagens para grupos de pessoas, por este meio é que são passadas, as informações, as notícias com imagens obtidas, que fazem com que as pessoas acreditem mais no acontecido.
Por fim, depois de todas as lições, a autora fecha o livro com um capítulo “Alfabetismo Visual: Como e Por Que” que a autora finaliza então, citando pontos importantes como que “O mundo não atingiu um alto grau de alfabetismo visual com rapidez e facilidade.” E nos pergunta novamente “Quantos de nós vêem? E afirma que todos, exceto os cegos.













